Estamos tão expostos à publicidade hoje em dia, que chega até a ser irritante. Mas a publicidade foi além, algumas mudaram até a forma de pensar das pessoas desde o século XIX. Saiba mais sobre como o marketing te manipula e alguns mitos que serão desvendados aqui.

Fique navegando no YouTube por um tempo, e você verá os famosos anúncios de 5 segundos antes de pular para o vídeo que realmente te interessa.

Não só isso, em vídeos um pouco longos, anúncios podem ser colocados durante os vídeos, então você é interrompido de repente para ver algo que está te incomodando, independente do que seja.

Com a internet hoje, a publicidade e propaganda conseguem circular muito mais facilmente e atingir muito mais pessoas.

Algumas até, estão abandonando o anúncio pela TV, já que a maior parte das pessoas que assiste televisão hoje, tendem a ser a parte mais velha da população, enquanto os jovens ficam conectados nas redes sociais e não largam o celular.

Não é à toa que muitos usuários usam a extensão AdBlock nos navegadores, para tentar controlar um pouco a quantidade de anúncios que veem na internet.

Para o usuário fica uma maravilha, mas para quem depende dos anúncios para ganhar dinheiro, isso é um pesadelo.

Muitos sites dependem da exibição de anúncios para se sustentarem, então vão contra o uso dessa extensão e usam pop-ups para forçar o usuário a desativar o plugin.

Já para um produto anunciado realmente surtir efeito no nosso dia-a-dia ele precisa estar incorporado com a nossa rotina. E para isso, as empresas tentam o tempo todo usar as normas sociais.

As normas sociais e as normas de mercado

No mundo de hoje, vivemos sob duas normas: As sociais, onde as pessoas se comportam de uma forma que não se comportariam se usassem as normas de mercado.

Por exemplo, nas normas sociais, se você tem um amigo que está fazendo uma mudança e precisa de uma força, você decide ajudá-lo por ser seu amigo, acreditando que se o problema fosse com você, seu amigo faria o mesmo.

Então nesses casos decidimos contribuir pela causa sem esperar nenhum retorno, trabalhamos de forma voluntária pela empatia que sentimos pelos outros.

De certa forma nos sentimos recompensados por fazer um favor para alguém, mesmo que isso não nos dê retorno em dinheiro. Estamos realmente dispostos a fazer o que for necessário e trabalhar duro até finalizar a tarefa.

nas normas de mercado as coisas mudam se as tarefas que são pedidas para fazer exigem muito ou pouco de nós. Quem dita como as coisas vão funcionar é o dinheiro.

A regra é simples, pague alguém para executar uma tarefa. Se a quantidade paga for baixa, a pessoa que trabalha não fará isso com tanta eficiência ou só fará a tarefa em partes, restringindo muito a atividade a ser feita.

Pague bem a pessoa que você quer que execute a tarefa, e ela fará isso com mais dedicação, dando mais atenção ao que precisa ser feito.

Mas quando alguém decide fazer uma tarefa arriscada de forma voluntária, ou seja, a causa pela qual estão trabalhando é mais importante do que o dinheiro que ganhariam, fazem as pessoas terem motivação e se esforçam ao máximo.

Ou você acha que professores de escolas públicas são bem pagos? No Brasil as condições de muitas escolas públicas é precária, e os professores só dão aula lá porque sabem que o aprendizado dos seus alunos é mais importante do que o dinheiro que recebem (se recebem), por isso vale a luta.

Bombeiros precisam arriscar suas vidas para salvar pessoas de incêndios e/ou locais muito perigosos e por isso não podem restringir apenas ao salário que recebem. Pois se morrerem ao se arriscarem, não existe dinheiro que trarão eles de volta.

Policiais que precisam enfrentar outros bandidos também armados, não são diferentes.

Por isso no marketing de muitas empresas, elas se esforçam para você as considerar como suas amigas, parte das suas normas sociais.

Assim não importa o preço do produto oferecido por elas, se você confia na empresa e acha que os produtos dela são bons, qualquer valor cobrado não o fará pensar se esse preço é caro ou barato.

Se o produto conseguir incorporar no seu dia-a-dia, este já estará classificado por você como um produto confiável, e que um preço alto justifique a qualidade do produto.

Não é à toa que nas propagandas ou mesmo nas embalagens as empresas contam um pouco de suas histórias, ou mostram um ambiente agradável, desejável, e sempre promovem o bem estar das pessoas.

Na prática nós dois sabemos que não é bem assim. Leites tem muitos conservantes que podem durar vários meses, corantes que tornam o leite mais branco ou mais saboroso, da mesma forma como são as frutas.

De uma coisa você pode ter certeza: leites assim tem produtos químicos muito além do cálcio. Mas isso não serve apenas para o leite. Comidas prontas para cozinhar, produtos de higiene pessoal e limpeza da casa, são outros exemplos.

Torta com papelão e recheio de espuma de barbear – imagem: Isto é super interessante

As propagandas na época da segunda guerra mundial eram tão apelativas, que conseguiram mudar a forma de pensar das pessoas. E isso ainda dura até hoje.

Veja na lista abaixo coisas que pensamos e usamos, mas que na prática são inúteis, ou a ciência já provou que não fazem efeito.

Os mitos da publicidade

  1. A laranja é a maior fonte de vitamina C

A laranja é uma fruta cítrica que tem sim uma quantidade razoável de vitamina C. Mas ela não é nada se comparado com brócolis ou o pimentão vermelho.

Esse mito surgiu quando a indústria de laranjas no começo do século XX começou a perder vendas. Graças a publicidade, essa indústria conseguiu convencer as pessoas que a laranja tem muitos benefícios e precisa ser consumida no café da manhã.

Em parte, a laranja tem sim seus benefícios, mas ela não é a única. Isso só foi criado como tentativa de impulsionar as vendas de laranjas no mercado.

   2. Quanto mais pasta de dente na escova, melhor

A pasta de dente serve para manter nossos dentes livres de bactérias que causam cáries. Mas colocar mais pasta de dente na escova não fará diferença.

O que faz diferença é a forma como você faz a escovação, não pela quantidade de pasta adicionada.

Aliás, a pasta de dente contém tantos elementos químicos do que o necessário. O fluoreto de sódio (NaF) e o carbonato de cálcio (CaCO3) são os principais agentes que fazem a limpeza dos dentes.

As outras substâncias como o gosto doce da pasta, as cores branca, verde ou azul, o ácido Lauril Sulfato de Sódio, aquele responsável pela formação da espuma logo quando cuspimos a pasta, além de serem inúteis e encarecerem o produto, agridem o meio ambiente quando vão para o esgoto.

   3. Sabonetes antibactericidas são melhores do que sabonetes comuns

Esse é outro erro gravíssimo que as pessoas ainda acreditam. O fato desse tipo de sabonete ter um cheiro agradável, diferentes cores e fazer espuma (da mesma forma como a pasta de dente) só pioram a situação do meio ambiente.

Esses sabonetes contém o triclosan, um tipo de conservante e uma substância agressiva quando vai para o esgoto, pois acabam com a vida marinha.

Sabonetes comuns não matam as bactérias das nossas mãos, apenas as expulsam. Os antibactericidas matam as bactérias, e, como as bactérias também tem um sistema de defesa, elas podem se tornar imunes ou resistentes a esse tipo de sabonete. As famosas superbactérias.

Na dúvida, álcool e gel também são excelentes agentes de limpeza.

   4. Dentes brancos são sinal de uma boca saudável

Os dentes na verdade são naturalmente amarelados, mas como estamos tão acostumados a associar branco com higiene, a publicidade e propaganda apela para pensarmos que os dentes devem ser sempre brancos.

O problema é que as pessoas que caem nessa armadilha na verdade estão se prejudicando se exagerarem na limpeza. Como já citado antes, o flúor presente nesses produtos faz mal a saúde.

   5. Cigarro não causa câncer

Desde a década de 50 os cientistas já provaram que cigarro causa câncer sim. Mas a indústria de cigarro não queria que isso viesse à tona, ou então iriam parar de vender o produto pelo medo que isso causaria nas pessoas.

Por isso eles deram um jeito de adiar essas conclusões, alegando que o que os cientistas concluíam necessitava de revisões.

Então eles correram atrás da imprensa para fazer com que as pessoas acreditassem que os questionamentos feitos pela indústria eram mais relevantes quanto aos fatos comprovados pelos cientistas.

E quem já fumava, apoiava a indústria de cigarro, inventando alguma justificativa para defender o que já gostavam.

 

À partir disso tudo há quem acredite nas histórias inventadas pelo marketing, do que fatos provados por cientistas.

Afinal, o objetivo da publicidade não é fazer seu produto funcionar, mas sim passar a impressão de que ele funciona. Ou seja, o objetivo não é fazer seus dentes ficarem limpos, mas dar a impressão de que eles estão limpos.

Essa pequena diferença é forte o bastante para te convencer de que produtos são melhores que outros, e te fazem gastar mais dinheiro para consumi-los.

Quantos produtos existem hoje que até pouco tempo atrás ninguém conhecia? O que acontece é que as empresas criam um produto que soluciona um problema que na verdade não temos.

Esse produto tem vários benefícios, lindas atrizes apresentam o produto, mas na prática, não há nenhuma necessidade do seu uso.

Perfumes, xampus que balanceiam o pH, deixam o cabelo mais brilhante e macio, certos tipos de remédios, alguns tipos de alimentos como goma de mascar que não passam de açúcar e gosto artificial de uma fruta, etc.

 

Links úteis:

Influenciadores Digitais: quem é o seu?

Sites de busca de empregos funcionam? Descubra

Por que as mídias sociais são uma polarização de opiniões

 

Referências:

Normas sociais e normas de mercado

A pasta de dente, o marketing, e a poluição dos rios

Hábitos e itens diários que prejudicam o meio ambiente

6 maiores mentiras feitas para fazer você comprar mais

10 Mitos criados pela indústria da publicidade

11 “mentiras” utilizadas na publicidade de alimentos que deixam os alimentos perfeitos

Há mais de 5 anos está escrevendo e se dedicando a este site. Com paixão pela tecnologia, estuda Sistemas de Informação e nas horas livres pratica programação e outras maluquices da informática.

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