Em épocas de eleições, nada mais natural do que ver mais conteúdo na mídia em geral, sobre política. E isso fica ainda mais forte conforme o dia da decisão se aproxima.

Abra qualquer uma das redes sociais que você mais frequenta nessa época e a maioria dos seus amigos, tios e parentes estarão compartilhando assuntos sobre os podres dos partidos de esquerda, de direita ou até mesmo de candidatos.

Mas por que essa bipolaridade acontece?

O exemplo de política é só para ilustrar o quanto as pessoas compartilham suas opiniões à público. Mas isso serve para qualquer outro tipo de assunto além da política. Religião em geral, futebol, sexo, música, história e até comida provocam bipolaridade entre as pessoas.

Tantas coisas assim dividem o mundo em duas partes e, no pior dos cenários, sai do controle e vira briga, que em grande escala, uma guerra.

É muito difícil em certos momentos tomar um posicionamento em relação a uma situação. Isso pode acontecer por duas razões: pelo medo de nos expressarmos em público, ou porque não temos uma opinião formada à respeito naquele momento.

Estudos provam que quando estamos em grupos que compartilham as mesmas ideias que as nossas por exemplo, coisas bem mais radicais podem acontecer, principalmente se há uma figura bem influente no meio.

Imagine que um ladrão matou uma senhora e em seguida, roubou a bolsa dela, porém ele foi pego por um policial quando tentou fugir.

Júris populares podem dar uma pena bem mais agressiva (5 anos de prisão) do que uma pessoa comum faria (1 ano de prisão) nesse mesmo caso.

Como a tendência da maior parte das pessoas é criticar, o tempo todo vemos postagens nas mídias sociais ou mesmo jornais falando dos podres do adversário, por menores que sejam, por mais que já tenha passado vários anos, ou teorias da conspiração sobre supostas ações que nunca foram comprovadas.

O tempo todo eles estão caçando os pontos fracos uns dos outros. Quando se trata de opinião, ambos os lados estão certos ao afirmarem alguma coisa.

Nas redes sociais como o Facebook, todos podemos curtir e compartilhar uma publicação que alguém publicou. Mas não podemos negativar se a postagem for algo muito sem noção, como pessoas que são contra a vacinação, a volta da ditadura no Brasil, etc.


Imagine que daqui para frente este site só publicasse conteúdos emotivos, que despertam prazer, afeto ou altas risadas entre as pessoas.

Com certeza esses tipos de posts seriam bem mais compartilhados do que aqueles que despertam tristeza ou mostram como a realidade é cruel. Como crianças com câncer, animais que são torturados, ou mulheres que ainda sofrem com estupros.

Afinal as pessoas preferem ver e imaginar um mundo fantasioso onde tudo pode ser do bom e melhor, esquecendo das crueldades que ocorrem de verdade.

Mas nada vai tão longe quando são notícias que despertam raiva nas pessoas.

Se agora eu escrevesse um post criticando um bandido que assaltou uma loja, de forma a criticar o governo, o bandido e ainda causar indignação nas pessoas, este post seria tão compartilhando quanto qualquer coisa.

É por essas razões que fica difícil conscientizar as pessoas sobre questões importantes, ao invés de ficar vendo apenas filhotes de gatos ou cachorros no feed do Facebook.

Já uma solução para isso é praticamente nula, pois não depende das pessoas compartilharem conteúdos diversos, mas sim, ter o interesse em vê-los, buscar por esses assuntos sem esperar que eles apareçam no feed da rede social.

Enquanto o assunto do momento é quem será eleito, outras coisas que estão acontecendo no mesmo momento (e que podem ser ainda piores) passam em branco ou são ignoradas pelas pessoas.

Referência:

Coxinhas vs. Petralhas – YouTube


Há mais de 5 anos está escrevendo e se dedicando a este site. Com paixão pela tecnologia, estuda Sistemas de Informação e nas horas livres pratica programação e outras maluquices da informática.

Não deixe de Compartilhar!
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •